Pothead
EUA / Alemanha
Rock + heavy + stoner + hard + desert + grunge + classic + alternative + southern + punk + …
Brad Dope (vocais e guitarra), Jeff Dope (baixo) e Robert Puls (bateria) + Sebastian Meyer (bateria – 1993/2012) e Nicolaj Gogow (bateria - 2012/2014)
Site Oficial
Wikipedia
AllMusic
Spirit Of Metal
Discogs
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Pothead = maconheiro. Mas não é um maconheiro qualquer, é um maconheiraço, daqueles que acham que a maconha é a cura para TODOS os males.
Se o termo stoner rock pode ser traduzido como rock de doidão, a banda Pothead deveria ser um dos seus expoentes máximo, certo? Bem... Sim e não. Sim, porque pelo nome da banda já é óbvio do que os caras gostam; também porque tem muitas músicas que cabem à perfeição ao tal gênero. Não, porque, simplesmente, o som deles não se limita, nem um pouco, ao stoner.
Início dos anos 90, Brad Dope (Bradley Kok) e Jeff Dope (Jeffery Moore), amigos de Seattle, cansados de batalhar sem obter devido sucesso em sua terra natal, resolveram fazer uma viagem pra Europa e lá tentar a sorte. Acabaram se estabelecendo em Berlim e contaram com a ajuda de vários bateristas em seus primeiros anos, até que Sebastian Meyer se fixou nas baquetas. Assim, como um power trio, rodaram a Europa.
De início o som do Pothead se aproximava mais de um punk rock cru e pesado, rápido, sujo, meio que um eco do grunge – afinal os caras são de Seattle e sabe-se lá o que a água de lá continha naquela época... O primeiro disco deles, “USA!”, de 1993 reflete muito bem essa fase; porém, já então, eles não tocavam somente esse tipo de música. O segundo disco, “Rumely Oil Pull”, de 1994, já traz o embrião do que a banda vem desenvolvendo durante sua carreira: uma grande mistura de vários tipos de rock, passeando por estilos como grunge, stoner, hard, blues rock, alternativo, power pop, punk, desert, southern, classic e por aí vai, vocês podem imaginar. E só pra constar, o deles também é o clássico caso da exceção da tal regra do “difícil segundo álbum” – na boa, o segundo é bem melhor que o primeiro. E assim vem sendo, cada disco melhor que o outro ou, no mínimo, no mesmo nível; em alguns eles pesam bem menos a mão, como em “Learn To Hypnotize!”, de 1997, que tem várias faixas com andamento mais lento; levadas de violão, baladas, grooves, entre outros acepipes entraram no cardápio desde então. Minha opinião é que a estrada os amadureceu e à crueza e fúria do início foram incorporadas muitas sutilezas. Em 2012 o batera Sebastian Meyer saiu da banda, sendo substituído por Nicolaj Gogow, que ficou até 2014, quando se lesionou, sendo, desta vez, substituído por Robert Puls, que permanece na banda.
Do começo até agora eles tiveram 15 lançamentos, entre álbuns e EPs, todos disponibilizados aqui. O mais irônico em toda essa história é que os caras tiveram que se mudar pra Europa pra poder fazer sua música, enquanto nos EUA existem zilhares de bandas bem piores que até conseguiram algum sucesso; de qualquer maneira, quem ganha com isso somos nós, que temos uma banda fodona como o Pothead para nos nutrir com algumas toneladas de diversão.
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