Inglaterra
Folk + Psicodelia + Música Medieval + Rock + Progressivo + Alternativo
Aqueles que frequentam este blog (e os outros que já tive) já devem ter percebido que tenho uma certa “queda” por bandas que parecem estar deslocadas no tempo e no espaço, já postei várias delas por aqui e tudo o mais. Porém, caros amigos, nenhuma delas parece mais deslocada do que essa: Circulus.
Pra começar, não me parece ser bem uma banda, mas muito mais uma comunidade, devido à quantidade de músicos que participam e colaboram em suas músicas – por essas e por outras que eu não coloquei as informações sobre a formação da banda ali em cima, como sempre faço. O certo é que se tivesse que se nominar um líder, esse seria Michael Tyack, principal compositor e cantor, que também toca uma pancada de outros instrumentos (entre esses, alguns bem raros como o cistre - uma espécie de alaúde).
Outras razões para esses “deslocamentos” são:
. o estilo musical, que é, tipo, um psychedelic alternative prog folk rock with influences of medieval music (achei que ia ficar mais maneiro em inglês... hehehe), um som bem chegado a muito do que se fez entre meados dos...
. anos 60 e 70; o que é outra característica em si.
. seus shows costumam ser ao ar livre, com o público sentado, viajandão, hippies, neo-hippies, alternativos, peace & love, fumaça e névoa.
. a influência escancarada de todos os artistas e bandas de folk “de raiz” e de bandas como Pentangle, Jade, Fairport Convention, Comus, Steeleye Span, Gryphon, Strawbs, entre outras.
. Michael Tyack verdadeiramente acredita em fadas, duendes, gnomos, elfos, pixies e demais seres elementais, fantásticos e mágicos (imaginem vocês o que as drogas não fizeram na cabeça desse sujeito – oooops, eu também quero!!!!).
Se eles apresentassem suas músicas, do jeito que são, na Idade Média, provavelmente serviriam de combustível, facilmente, para alguma fogueira da tal “Santa” Inquisição; felizmente, hoje em dia, é combustível para muita diversão, seja lá em volta de uma fogueira, envolvido em névoas lisérgicas, no escuro do quarto ou tocando no seu ouvido em meio ao caos da cidade.
Talvez eles tenham vindo mesmo de outra época ou de outro planeta, e quando chegaram aqui se depararam com instrumentos estranhos e LPs obscuros; talvez sejam filhos de hippies e já tenham nascido com sua cota de LSD no sangue, sei lá, mas o que interessa é que a música que fazem é do melhor tipo, música boa por natureza.
Estou disponibilizando aqui os três álbuns que lançaram, mais um EP e três singles, entre esses últimos a versão deles para “Lucy In The Sky With Diamonds” (de vocês sabem quem...) presente numa coletânea feita pela Mojo Magazine.
Viagens e muita diversão garantida!!
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