Rock + Psicodélico + Blues + Hard + Prog + Heavy + Classic + Fusion + …
Pablo Van De Poel (guitarras e vocais), Robin Piso (órgão Hammond, piano, teclados e vocais) e Luka Van De Poel (bateria).
Aproveitando o recentíssimo lançamento de “Roux-Ga-Roux”, o mais novo álbum totalmente excelente do power trio sem baixo mais fantástico de todos os tempos, DeWolff, trago pra cá a discografia oficial desses malucos que, certamente, nasceram na década errada. Assim, também, atendo a um pedido (previamente vetado por mim... rsrs) do grande Javanês, CEO do sensacional blog Valvulado.
Pra quem não conhece, DeWolff é uma banda holandesa formada pelos irmãos Pablo (guitarras e vocais) e Luka Van De Poel (bateria), além de Robin Piso (Hammond, piano e teclados), em 2007. Na época do lançamento do primeiro EP (2008) Pablo ainda tinha 17 anos e Luka, 14 (!!!), mas a banda já mostrava uma tremenda maturidade em suas músicas. O estilo deles é bem calcado no que de melhor aconteceu no rock de meados da década de 60 até meados da de 70 (talvez a época mais criativa e eclética do bom e velho roquenrol), porém com uma pegada, digamos assim, mais moderna; blues, psych, prog, hard, heavy, classic, funk, soul, jazz, diversos ritmos e suas variações foram incorporadas ao som da banda, não sei se intencionalmente ou não, mas sei que o charme retrô/vintage desenvolvido pelo trio é uma das suas maiores virtudes. É claro que todos são excelentes músicos, sem dúvida, mas também são compositores, arranjadores e intérpretes do mais alto grau, tanto que a falta de um contrabaixo, ao invés de ser prejudicial, se tornou um dos maiores trunfos da banda, porque as bases e linhas de baixo tocadas por Robin Piso em seu pesado Hammond não deixam nada a dever e soam bem melhores do que muita gente que anda tocando as 4 cordas por aí. Os timbres do Hammond, além de timbres de guitarra e às vezes até os vocais nos remetem, inevitavelmente, ao Deep Purple, mas isso é mais uma referência/reverência do que qualquer outro tipo de coisa, afinal os caras são bom demais para sequer se pensar em “chupação”, sacumé.
OK, sem mais enrolações; esse download é praticamente, basicamente e obrigatoriamente obrigatório! = ]
Além Das Imagens (1998) Paisagens Brasileiras (2000) Ventos Do Norte (2003)
Brasil
Jazz + Instrumental + Brasil + eclético
Atendendo a um pedido feito bem recentemente lá n’O Pântano Elétrico (!!!??!!), trago pra cá a postagem que fiz, lá, sobre o excelente pianista Cláudio Dauelsberg. Só que desta vez eu acrescentei o primeiro solo dele.
Cláudio Dauelsberg é pianista, tecladista e compositor; seus trabalhos transitam entre o jazz moderno, típico dos que estudaram em Berklee, e a Música Brasileira, com todas as suas vertentes, seja o choro, o maracatu ou a tradicional MPB.
“Além das Imagens” é o primeiro disco solo de Dauelsberg; de acordo com o site “é resultado de dois anos de viagens pelo país, numa profunda pesquisa sobre as raízes da música brasileira. Além das Imagens explora ritmos que vão do norte ao sul do país, desde o maracatu nordestino, presente na faixa-título, as milongas e chacareras gaúchas, passando pela marcha-rancho. Isto, sem deixar de fora a força e a pulsação da música africana”. Este disco conta com a participação de nomes importantíssimos da música brasileira: Nivaldo Ornellas (sax soprano), Robertinho Silva (percussões), Peter Dauelsberg (cello), Zeca Assumpção (baixo), André Queiroz (percussões), Claudio Nucci (vozes), Nico Assumpção (baixo), Jurim Moreira (bateria), Mamour Bá (vocais), Guilherme Gonçalves (cimbals), Alexandre Carvalho (guitarra), Renato Borghetti (gaita de ponto), Mauro Rodrigues (flauta), Silvio D’Amico (guitarra base) e Márcio Montarroyos (trumpete).
“Paisagens Brasileira”, traz gravações de apresentações de Dauelsberg no célebre Montreux Jazz Festival, no ano de 1999, acompanhado da afiadíssima banda composta por Alexandre Carvalho (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Robertinho Silva (bateria e percussão), contando ainda com a participação de Renato Borghetti (gaita de ponto) na faixa "Ventos Do Sul".
“Ventos Do Norte” foi gravado em parte na capital norueguesa, Oslo, com músicos locais, e, também, na Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro). As gravações na Noruega contaram com Terje Gewelt (baixo), Kenneth Ekornes (bateria), Petter Wettre (saxofone) e Célio de Carvalho (percussão). No Rio, a Sala Cecília Meirelles foi utilizada para a gravação do chamado piano preparado, que consiste na utilização de todos os elementos que compõem o piano, da tampa às cordas, fazendo-o soar como instrumentos de percussão, baixo e harpa, além de produzir outros efeitos.
Aos quatro anos de idade Cláudio Dauelsberg começou a estudar piano e nunca mais parou, tendo, inclusive, se formado na Berklee School Of Music; na década de 80 formou com Délia Fischer o Duo Fênix, cujo disco de 1988 é considerado um dos melhores daquela safra de ótimos discos de música instrumental brasileira; entre vários trabalhos (composições de trilhas, wokshops, aulas, apresentações, etc), ele continua nos brindando com seu extremo bom gosto para composições, improvisos e arranjos; vale a pena entrar em seu site oficial e conferir o tanto que ele tem feito pela música brasileira de qualidade, aquela que é mais conhecida fora do nosso país...
Rock Progressivo + Psicodélico + Space + Alternativo + Classic + Folk + ...
Rolf Edvardsen (vocais, guitarras, bouzouki e cítara), Truls Eriksen (baixo), Erling Halsne Juvik (guitarra), Øyvind Grønner (teclados, guitarra e percussão) e Thomas Grønner (bateria)
Era uma vez uma banda chamada The Brimstone Solar Radiation Band. O grupo precisou gravar 3 álbuns até concordarem que o nome da banda era muito longo e que ninguém os chamava pelo nome completo mesmo, provavelmente nem eles mesmos, então, enfim, resolveram abreviar para Brimstone, simplesmente; assim lançaram mais um álbum.
Resumidamente, é isso aí. É claro que tem muitos mais detalhes e, para isso, você pode pegar um voo direto para O Pântano ElétricoAQUI e dar uma conferida na postagem que fiz em 2010 e, também, pesquisar nos links ali embaixo. Naquela época eles ainda não haviam abreviado o nome, nem lançado “Mannsverk”, e, também, ainda não tinham se transformado em um quarteto (o guitarrista Erling Halsne Juvik deixou a banda bem antes da gravação de “Mannsverk”).
Se você gosta dos vários estilos do rock progressivo e do psicodélico, uma banda bastante autêntica, música da boa e discos totalmente excelentes, não pode deixar passar essa oportunidade; até porque é bem complicado achar esses discos na rede, ainda mais em 320kbps.
No mais, meu caro, é o que digo sempre: divirta-se!
Há muito que se querer esquecer sobre os anos 80 do século passado: yuppies, cocaína a rodo, Yamaha DX7, bateria eletrônica, inflação de trocentos por cento ao mês, Brizola, Ronald Reagan, mullet, ombreiras, sei lá mais o quê...
Há muito que se agradecer aos anos 80 do século passado: Atari, o time do Flamengo, Rádio Fluminense FM, Circo Voador, Rock In Rio, a ascensão do heavy metal, WalkMan, os primeiros PCs, vídeo cassete, Ferris Bueller, voleibol brasileiro, verão da lata, sei lá mais o quê...
Mais o quê, que nada! Foi a era de ouro das Graphic Novels, as histórias
em quadrinhos para adultos e, entre elas, a que acho a melhor de todas,
disparado: Sandman.
O que Neil Gaiman fez com Sandman a respeito de graphic novels é comparável ao que Jimi Hendrix fez em relação à guitarra, ambos elevaram suas artes a um outro nível, muito mais alto, com pioneirismo, criando um padrão que seria, posteriormente, copiado ad nauseam, para o bem ou para o mal.
Sandman é genial, em todos os sentidos, e não há o que se discutir. Desde as maravilhosas capas de Dave McKean até a seção “Cartas na Areia” (esse foi o mais interessante e bem sucedido estreitamento de laços entre editora e público a que já presenciei). O que falar, então, de tantos e tantos personagens incríveis; Gaiman conseguiu o mais incrível, que foi transformar a Morte em uma aparição tentadora, desejável até; Caim & Abel, os Perpétuos, o Corinto, Rose Kinkaid, o Cuco, Lúcifer... Tem espaço até para personagens do universo DC, como John Constantine e John Dee/Doutor Destino. Sem contar as várias referências literárias e a todos os tipos de artes, cultura e folclore de todo o mundo. São tantos os detalhes que seria uma tarefa hercúlea listá-los aqui. O melhor a se fazer, então, é mergulhar de cabeça nesse incrível universo criado por Neil Gaiman.
Em 2013, quando já não se esperava por novidades em relação a Sandman, uma surpresa: “The Sandman: Overture” – lançado em meio às comemorações de 25 anos da edição original de Sandman. Uma nova estória, em 6 fascículos (lançados entre 2013 e 2015), contando o que se passava com Sonho antes de ele ser capturado por Roderick Burgess, conforme vimos na primeira história de toda a saga. É como se fosse uma prequel. A maravilhosa arte ficou a cargo do incrível J. H. Williams, III, que não economizou nos detalhes e cores, deixando a edição ainda mais luxuosa. Infelizmente, essa eu só consegui em inglês.
Os links para a coleção completa dos gibis, do volume 1 ao 75, e “Overture”(1 ao 6) estão nos comentários. Se você já não tiver, será necessário baixar o programa utilizado para ler os arquivos: é só procurar no Google, digitando “CBR reader”, ou baixar através do link que está disponibilizado aqui em baixo (e esse foi o primeiro que achei na pesquisa; nem sei se é o melhor...).
Sendo assim, meus caros, só me resta dizer que a diversão é mais do que garantida!
Roger Solander (vocais – ex Ken Hensley Band), Marcus "Mackan" Holten (guitarra), Danne "Bonden" Jansson (guitarra), Lennart "Z" Zethzon (baixo – ex Witchcraft) e Fredrik Jansson (bateria – ex Witchcraft) + Bruno Erminero (órgão)
2016 está começando extremamente bem no quesito lançamentos. Saindo do forno... Discaço!
O estilo da banda é o bom e velho hardão setentista, numa pegada bem Deep Purple com Coverdale e, consequentemente, Whitesnake. Altos riffs, muito peso, timbres incríveis e os vocais são bem na linha de estrelas como David Coverdale, Glenn Hughes e Ray Gillen – não tá fraco, não, mizifio!
Pothead = maconheiro. Mas não é um maconheiro qualquer, é um maconheiraço, daqueles que acham que a maconha é a cura para TODOS os males.
Se o termo stoner rock pode ser traduzido como rock de doidão, a banda Pothead deveria ser um dos seus expoentes máximo, certo? Bem... Sim e não. Sim, porque pelo nome da banda já é óbvio do que os caras gostam; também porque tem muitas músicas que cabem à perfeição ao tal gênero. Não, porque, simplesmente, o som deles não se limita, nem um pouco, ao stoner.
Início dos anos 90, Brad Dope (Bradley Kok) e Jeff Dope (Jeffery Moore), amigos de Seattle, cansados de batalhar sem obter devido sucesso em sua terra natal, resolveram fazer uma viagem pra Europa e lá tentar a sorte. Acabaram se estabelecendo em Berlim e contaram com a ajuda de vários bateristas em seus primeiros anos, até que Sebastian Meyer se fixou nas baquetas. Assim, como um power trio, rodaram a Europa.
De início o som do Pothead se aproximava mais de um punk rock cru e pesado, rápido, sujo, meio que um eco do grunge – afinal os caras são de Seattle e sabe-se lá o que a água de lá continha naquela época... O primeiro disco deles, “USA!”, de 1993 reflete muito bem essa fase; porém, já então, eles não tocavam somente esse tipo de música. O segundo disco, “Rumely Oil Pull”, de 1994, já traz o embrião do que a banda vem desenvolvendo durante sua carreira: uma grande mistura de vários tipos de rock, passeando por estilos como grunge, stoner, hard, blues rock, alternativo, power pop, punk, desert, southern, classic e por aí vai, vocês podem imaginar. E só pra constar, o deles também é o clássico caso da exceção da tal regra do “difícil segundo álbum” – na boa, o segundo é bem melhor que o primeiro. E assim vem sendo, cada disco melhor que o outro ou, no mínimo, no mesmo nível; em alguns eles pesam bem menos a mão, como em “Learn To Hypnotize!”, de 1997, que tem várias faixas com andamento mais lento; levadas de violão, baladas, grooves, entre outros acepipes entraram no cardápio desde então. Minha opinião é que a estrada os amadureceu e à crueza e fúria do início foram incorporadas muitas sutilezas. Em 2012 o batera Sebastian Meyer saiu da banda, sendo substituído por Nicolaj Gogow, que ficou até 2014, quando se lesionou, sendo, desta vez, substituído por Robert Puls, que permanece na banda.
Do começo até agora eles tiveram 15 lançamentos, entre álbuns e EPs, todos disponibilizados aqui. O mais irônico em toda essa história é que os caras tiveram que se mudar pra Europa pra poder fazer sua música, enquanto nos EUA existem zilhares de bandas bem piores que até conseguiram algum sucesso; de qualquer maneira, quem ganha com isso somos nós, que temos uma banda fodona como o Pothead para nos nutrir com algumas toneladas de diversão.
Achei os arquivos em 320kbps e como o que eu tinha postado era em
192kbps resolvi fazer esse re-up pra aqueles que preferem um rip de
melhor qualidade.
Essa postagem já tinha sido feita n’O Pântano Elétrico e eu a
trouxe pra cá em 2011. De acordo com as estatísticas do blogger é uma
das postagens mais acessadas; como os links já expiraram há um tempão
re-upei tudo de novo, até também pra atender alguns pedidos.
É só clicar nos títulos/links aí de cima das imagens; os links estão nos comentários das respectivas postagens, OK?
Em breve vou repostar o Sandman, só falta terminar o texto.
Agora, uma outra parada...
Esse espaço aqui tem como finalidade principal COMPARTILHAR.
Você, caro amigo, visitante e/ou leitor, pode opinar, reclamar, debater, fazer pedidos, enfim, participar na evolução deste que é (como diria o Edson D’Aquino, meu querido amigo CEO do totalmente excelente Gravetos & Berlotas) “o seu, o meu, o nosso” blog, basta comentar e compartilhar suas ideias – para isso existe a caixa de comentários. Serve também como uma maneira de medir se estou fazendo algo que vale a pena ou não. Conto com a sua ajuda!
1973, durante a turnê de divulgação de "Vol. 4", Ozzy Osbourne morre devido a uma overdose de um coquetel de cocaína, cervejaGuiness, Quaalud, Mandrix, LSD e Fanta Laranja. Tony, Geezer e Bill decidem acabar com a banda. Devido à pressão do público eles recapitulam e reformulados, contando com um vocalista americano, trocam o nome para Orchid. As músicas ficam ainda mais crus e pesadas, e assim lançam mais algum discos.
Em algum lugar não identificado, uma comunidade de cientistas hippies completamente isolados do mundo, vivem e criam seus filhos como se ainda estivessem em 1973. No cardápio, é claro, sexo livre, lisergia total e rock de primeira qualidade – além de todo o naturalismo inerente, é claro. Quatro amigos apaixonados por Black Sabbath resolvem fazer suas próprias músicas, no estilo da banda amada; resolvem batizá-la com o nome de uma das músicas mais improváveis, um pequeno solo de Iommi chamado “Orchid”. Assim, com equipamentos antigos e rústicos conseguem gravar as suas músicas, que agradam tanto a comunidade a ponto de resolverem fazer um grande show. Esse show é ouvido através da distância, a comunidade é descoberta e a banda passa a fazer turnês regularmente.
Em um universo paralelo é desenvolvida uma maneira de entrar em contato com outros universos paralelos, ao mesmo tempo é inventada uma máquina com a qual se pode copiar os talentos de outras pessoas de outros universos paralelos. Infectados pelo vírus do rock pesado, um grupo de 4 rapazes consegue utilizar a tal máquina secretamente e copiam grande parte do talento dos músicos do Black Sabbath, até serem descobertos e enviados a uma realidade alternativa, de onde conseguem fugir para o nosso universo; aí fundam uma banda chamada Orchid, contando com os talentos roubados.
A verdade é que os quatro californianos devem adorar tanto o velho Sabbath que resolveram levar o legado ao extremo, não meramente copiando, mas fazendo o que o Sabbath não fazia desde o "Vol. 4", antes de se “sofisticarem”, de entrarem em colapso, e tentarem por muitas vezes andar com pernas combalidas, acertando uma vez ou outra e, em outras, errando muito feio.
As músicas do Orchid parecem mesmo isso, uma continuação do que o Black Sabbath poderia ter feito se seguisse outros rumos mais simples. A voz de Theo Mindell é bem diferente da de Ozzy, mas as linhas melódicas nem tanto; Keith Nickel (baixo) e Carter Kennedy (bateria) são melhores do que quaisquer substitutos que Butler e Ward tiveram no BS; já o guitarrista Mark Thomas Baker é um capítulo à parte, porque nunca ouvi ninguém conseguir soar tanto com o Iommi, e não digo só no timbre da guitarra, mas, principalmente, na concepção dos riffs (ou então ele deve ter roubado o baú de riffs de Tony Iommi, se é que isso existe...), a maior diferença é que seus solos não são tão endiabrados quanto os do ídolo.
Apesar de todas essas referências mais do que óbvias ao Black Sabbath, a banda consegue soar autêntica o suficiente para fugir do título de “cópia”; são muitas músicas boas demais para serem ignoradas por conta disso. Por essas e por outras, caros amigos, estou disponibilizando aqui a discografia desta banda; são dois álbuns, uma coletânea e quatro EPs, prontos para vocês baterem cabeça e se divertirem pra valer.
This Is Not The End (2013) [2014 Deluxe Fully Loaded Edition]
O primeiro disco que postei nessa minha volta ao Plano Z foi o début da banda australiana Baby Animals. Na resenha eu disse que tinha baixado a discografia; eu fiquei tão empolgado por redescobrir esse disco que acabei nem ouvindo os outros. Pois bem, acabei de fazer isso e resolvi que eu deveria postá-los aqui também.
“Shaved And Dangerous” é meio decepcionante; até tem algumas faixas que são bem boas (gostei bastante de “Lovin’ Lies” e “Lights Out At Eleven”), mas no geral as músicas são meio mal resolvidas, apesar de muitas boas ideias aparecerem aqui e ali; parece um disco feito a toque de caixa, pra cumprir contrato, com a velha história de pressão da gravadora, sacumé?
“Il Grande Silenzio” é uma outra história. É um disco quase que totalmente acústico que traz versões de muitas músicas do disco de 1991, uma do de 1993 e algumas inéditas. A grande maioria das versões traz uma abordagem bem diferente das originais e, pelo menos pra mim, isso foi um grande acerto, porque trouxe vida nova às canções, muitas surpreendentes até, seja com a levada do dobro com slide (de Doyle Bramhall II) em “One Word”, as tablas em “Painless” e a bela balada “Submarine”, só pra citar algumas. Além disso, o disco conta com participações de Cameron Stone (violoncelo), Charlie Bisharat (violino) e o já citado Bramhall II, que tocam em várias músicas. Esse disco periga ficar em loop no seu player...
“This Is Not The End”, lançado em 2013, traz a banda reformada: saíram o baixista Eddie Parise e o baterista Frank Calenza, para a entrada de, respectivamente, Dario Bortolin e Mick Skelton. É claro que esse disco não tem a força do primeiro, mas também é bem superior ao segundo. Depois de 20 anos sem lançar um disco de inéditas, dá pra perceber o quanto eles amadureceram e que, também, continuam mandando muito bem, até porque a versão deluxe traz um CD ao vivo em que a empolgação do público é bem reveladora.
Galera, é isso aí, os links estão nos comentários e só me resta dizer o de sempre: divirtam-se!!
Igor Leone (vocais), Flavio Gonnellini (guitarras, vocais), Marco Gennarini (violino, vocais), Mattia Liberati (teclados) e Shanti Colucci (bateria e percussões) – com: David Jackson (saxofone e flauta na faixa 11), Marco Bruno (baixo na faixa 2), Edoardo Arrigo (baixo e vocais na faixa 3), Simone Massimi (baixo elétrico, baixo fretless e baixo acústico), Luciano Colucci (“Indian mystic speech” na faixa 9), Fabrizio Proietti (violão clássico na faixa 4), Mattias Olsson (bateria e percussão na faixa 9, barulhos e sons na faixa 10), Beatrice Miglietta (vocais na faixa 11) e Angelica Sauprel Scutti (vocais na faixa 11)
Sabem aquilo tudo que amamos muito no rock progressivo? Quero dizer, uma banda em que os caras tocam tudo o que sabem, que sabem compor e arranjar, todo o trabalho em prol da música, disco conceitual, isso tudo e tudo o mais. Pois é, meus caros, todas essas maravilhas estão aqui nesse surpreendente álbum, “In Hoc Signo”, de 2013, até agora o único na discografia dessa banda italiana chamada Ingranaggi Della Valle. Vale ainda dizer que todo o disco tem um tremendo cheiro de anos 70, o tão falado vintage, principalmente quanto aos timbres dos instrumentos e ao approach em geral, porém com a qualidade de gravação do século XXI. Só espero que, como muitas bandas italianas do passado, eles não fiquem somente nesse disco...
Ao pesquisar sobre esse álbum, não achei uma resenha ruim sequer, ao contrário, os elogios fluem soltos. Em uma delas um cidadão chamado Todd os comparou ao Arti & Mestieri, mas como se eles tivessem seguido um caminho mais chegado ao sinfônico, ao invés de enveredarem pelo caminho jazz rock/fusion; ele compara também as habilidades de cada músico, relacionando suas equivalências. Acho que para qualquer baterista, ser comparado equivalentemente ao Furio Chirico é mais do que um puta elogio; ainda mais porque em outra resenha surgiu a pergunta: “será que estamos diante de um novo Bill Brufford?”. Não é pouco, não! Como se não bastasse, neguim também rasga todas as sedas em relação ao vocalista Igor Leone, que tem um alcance vocal incrível. Para não ficar chovendo no molhado, a maioria dessas resenhas estão no Prog Archives, para lê-las clique aqui (estão na parte de baixo da página do PA).
O certo é que esse é realmente um discaço e não vou fazer vocês perderem mais tempo com reminiscências, vão logo até os comentários, peguem o link, baixem o disco, escutem e, sim, divirtam-se!
PS: só pra constar, comentários sempre são muitíssimo bem vindos!
Há já alguns meses quando, zapeando na madrugada, me deparei com a gracinha Keira Knightley cantando deliciosamente e tocando violão em um filme que não parecia nada demais. Mas o que essa menina está fazendo cantando e tocando violão? Bem, provavelmente ela está só dublando... Já tinha passado alguns minutos do início do filme e eu detesto ver filme já começado, mas estava gostoso, bacaninha mesmo. O filme foi se desenrolando, um misto de romance, drama, comédia e musical; acabou me prendendo e fui até o fim. Em seguida fui procurar o filme pra ver o início, que eu tinha perdido. Quando me dei conta, já estavam passando os créditos – de novo! E, caramba, era ela mesmo cantando!
O filme se chama “Begin Again” (em português tem o horrível título “Mesmo Se Nada Der Certo”) e, além da Keira Knightley, conta com Mark Ruffalo (ótimo como sempre), no papel de um produtor musical em meio ao ostracismo (ambos nos papéis principais) e ainda com Catherine Keener, James Corden, Hailee Steinfeld e três cantores se arriscando como atores: Adam Levine, Mos Def e CeeLo Green.
O filme, como eu já disse, é bem bacaninha, divertido, gostoso mesmo, mas nada que vai mudar o mundo de alguém, porém também é muito melhor do que muita coisa que vem rolando ultimamente. Não vou contar nada sobre o filme para não estragar para aqueles que, eventualmente, se aventurarem a assisti-lo.
Agora, a trilha sonora é bem acima da média, e conta com composições originais de Gregg Alexander e vários parceiros, entre eles John Carney (diretor e roteirista do filme), CeeLo Green e Glen Hansard (que já havia trabalhado com Carney no totalmente excelente “Once”), além de contar com 4 faixas de uma banda chamada Cessyl Orchestra (da qual eu nunca tinha ouvido falar e, sinceramente, não é nada de mais – aparentemente é um dos projetos de Gregg Alexander). Vale dizer que Gregg Alexander é o cara por trás da banda New Radicals, que teve o ultra mega super hit “You Get What You Give” e logo em seguida “auto-implodiu” a banda. Keira Knightley não é assim uma grande cantora, é claro; ela tem uma voz pequena e meio infantil, mas se aproveita de seus dotes de (excelente!) atriz para dar verdade e vontade às suas interpretações, com ótimos resultados; já os outros cantores que mais aparecem nessa trilha, Adam Levine e CeeLo Green, bem, esses dois mandam muito, como já sabemos.
Além das canções que constam nesse disco, o filme ainda traz uma ótima seleção de músicas, como “For Once In My Life” (Stevie Wonder) e “Luck Be A Lady” (Frank Sinatra), entre outras.
Argentina
Rock + Hard Rock + Classic Rock + Pop Nacho Bruno (vocais e violão), Leandro García (guitarra), Pablo Rodríguez (guitarra), Nicolas Vidart (baixo) e Mauro Ledesma (bateria)
Existe uma certa lenda sobre o segundo disco de uma banda ou artista, algo que diz que nunca é tão bom quanto o primeiro, principalmente se o primeiro tiver feito bastante sucesso. Há casos e casos; “The Bends”, do Radiohead, é superior a “Pablo Honey”, por exemplo, o mesmo acontece com "Bleach" e "Nevermind", do Nirvana - e esses são só os dois que vieram à minha cabeça sem nem pensar muito. É a mesma coisa com a banda desta postagem.
Narvales é uma banda oriunda da província de La Plata, que é considerada a ”capital do rock” da Argentina, e que até agora só lançou 2 discos: “El Fin Del Principio”, de 2007, e “Un Segundo”, de 2013.
“El Fin Del Principio” é um bom disco de rock, com uma pegada hard e alguns toques pop, mas é daquele tipo de disco que, mesmo sendo bom, a gente sente falta de alguma coisa, algo meio indefinível. Pois bem, tudo o que se promete nesse disco é concretizado, com louvor, em “Un Segundo”, um disco que beira a perfeição, que mantém a essência do primeiro, mas o extrapola em todos os sentidos: canções, arranjos, performances, produção, tudo é melhor, em comparação.
Pra mim, “Un Segundo” é um discaço, com vários momentos memoráveis, ótimas guitarras e refrões que teimam em não sair da cabeça. Já começa com o riff poderoso de “Creer”, uma canção com vários climas e um refrão chicletudo; “Un Segundo” é outra com refrão poderoso, fico imaginando ao vivo, com os hermanos da plateia cantando junto, muito alto. E assim vai; o disco segue e não dá vontade de pular nenhuma faixa, pelo contrário, todas as músicas têm algo de interessante, mesmo nas letras (bem, eu realmente não sou fluente em espanhol, mas dá pra entender e sacar que as letras fogem de obviedades).
Esse disco também traz a participação de vários artistas – Facundo Soto e Yamil Salvador (Guasones), Juan Calabró (La Vieja Vis), Indio Márquez (Andrés Calamaro), Gustavo Rowek (ex V8 e Rata Blanca) e Copi Corellano (ex Hèroes Del Silencio) –, porém eu não consegui identificar exatamente em quais faixas eles participam.
Eu entendo que algumas pessoas tenham algo contra o rock cantado em espanhol, mas se gostam de música boa, deem uma chance ao Narvales, ainda mais porque os caras disponibilizam os dois discos totalmente de graça na sua página do Bandcamp.