Aproveitei enquanto meu notebook estava no “hospital” para vasculhar HDs e DVDs que contêm muito do que tenho baixado nos últimos anos. Acabei encontrando um monte de discos que postei aqui e resolvi, finalmente, re-upar o máximo que pude (por isso a demora em publicar uma nova postagem) para atualizar algumas postagens antigas.
É só clicar nos títulos abaixo para chegar diretamente à postagem original e, então, pegar os links na caixa de comentários, como já é de praxe por aqui.
Rock + Alternative + Garage + Fuzz + Hard + Blues + Psychedelic
Mike Kerr (vocais e baixo) e Ben Thatcher (bateria)
Por causa das postagens de duas bandas sem baixo, resolvi postar uma que só tem baixo, bateria e voz, a incrível dupla Royal Blood.
Para mim o show da dupla foi a grande surpresa do último Rock In Rio, um perfeito contraponto ao excesso de excessos que rondou todo o festival, além de ter sido, muito provavelmente, a única banda de ROCK DE VERDADE a pisar naquele palco principal – estou falando de rock, rock mesmo, já que o mais próximo desse apelo de “rock mais puro” a se apresentar foi o Hollywood Vampires (recheado de excessos....).
Sendo uma dupla de baixo e bateria é até difícil fugir do basicão do bom e velho roquenrrou, mas os caras mandam tão bem em seus instrumentos (o uso de efeitos diversos no baixo é algo de deliciosamente surpreendente) e são tão criativos em suas composições que a coisa toda, enfim, ganha ares de grande sofisticação, principalmente se os compararmos a bandas que fazem um tipo de som parecido e que têm sua formação, digamos assim, mais “completa” (ou não... hehehe). É mesmo meio que inevitável fazermos algumas comparações, por exemplo: “Out Of The Black” tem todo um jeitão de algo entre White Stripes e Muse e “Little Monster” poderia estar em qualquer disco do Queens Of The Stone Age. De qualquer forma, é um disco realmente totalmente excelente.
Essa versão japonesa que estou disponibilizando aqui tem 3 faixas de bônus, que também constam em outros lançamentos da banda (EPs, singles, etc). Agora só nos resta esperar pelo próximo disco deles.
Steve Howe (guitarra e violão), Ross Stanley (órgão Hammond) e Dylan Howe (bateria)
Na postagem sobre o DeWolff eu disse que eles eram “o power trio sem baixo mais fantástico de todos os tempos”. No momento em que escrevi isso, me veio à cabeça o Steve Howe Trio, que também é fantástico e totalmente excelente. Além disso, Steve Howe também é um dos guitarristas mais fantásticos de todos os tempos. Agora, fantástico mesmo é se você não souber quem é esse sujeito... hehehe
Entre idas e vindas em algumas bandas e vários projetos solo, Howe se “aprochegou“ ao seu primogênito, Dylan Howe, batera de qualidade (que já vinha tocando em vários álbuns do pai) e ao soberbo organista Ross Stanley, e, então, formaram o trio alvo desta postagem.
O primeiro álbum, “The Haunted Melody”, de 2008, nos brinda com uma excelente fusão entre jazz e rock progressivo, além de outros agradáveis temperos. Entre covers e músicas próprias, três versões de músicas apresentadas na época do Yes ganharam cara nova, é claro, mas o novo arranjo de “Mood For A Day” é algo de simplesmente sensacionalmente fenomenal. Já “Travelling”, de 2010, é gravado ao vivo em apresentações no Canadá e na Inglaterra e traz praticamente todo o material do álbum de estreia do trio, com exceção de “Sweet Thunder”, mas com o acréscimo de mais duas músicas: “Tune Up”, de Miles Davis, e “He Ain't Heavy, He's My Brother”, antigo sucesso da banda The Hollies.
No mais, é isso aí, muita música de qualidade extrema pra sua total e completa diversão.
Rock Progressivo + Psychedelic + Space + Stoner + Hard + ‘70s + Retro + Vintage
Steve Houtmeyers (vocais, guitarras e efeitos), Steven Marx (saxofones e teclados), Tom Vanlaer (baixo, teclados) e Dave Houtmeyers (bateria, percussão, efeitos e teclados).
Hypnos 69 é a minha banda preferida do século XXI, além de ser mais uma daquelas que parecem estar deslocadas no tempo e no espaço, perdidos eternamente em algum lugar entre 1967 e 1975. Na realidade, os irmãos Steve e Dave Houtmeyers começaram a aparecer na cena musical belga lá pelo final da década de 80. Depois de passarem por várias bandas, músicos, estilos e gêneros, os Houtmeyers decidiram montar a própria banda, bem baseada num som com um apelo setentista e, com Tom Vanlaer no baixo, fundaram a Starfall em 1994, até a adoção do nome Hypnos 69 em 1995. Como um power trio, lançaram um EP (“Wherever Time Has Shared It's Trust”) em 2000 e o primeiro álbum, “Timeline Traveler”, em 2002; logo após a esse lançamento Steven Marx se juntou à banda.
No início eles eram meio que uma jam band, que tocava stoner rock extremamente psicodélico, com um jeitão boogie e southern; com o tempo muitas outras influências foram agregadas à banda, sem nenhum pudor e sempre com excelentes resultados, seja num space rock bem ao modo do Hawkwind, numa psicodelia SydBarretiana, ou até no mais puro rock progressivo. Hoje, o som está mais pra um hard prog psicodélico, o que parece ser uma evolução natural, bem de acordo com o que vêm fazendo desde o início da carreira.
Quem curte bandas como Witchcraft, Siena Root, Black Bonzo, The Brimstone Solar Radiation Band, Anekdoten e muitas dessas que têm esse apelo setentista, bem, eu posso dizer que, quem ainda não conhece o Hypnos 69, vai chapar geral! Os caras são excelentes músicos, compositores e arranjadores, que se destacam tanto nos improvisos quanto nas convenções, especialmente o guitarrista Steve Houtmeyers, que se utiliza de timbres típicos dos 70 e que sola com muito feeling e sem as ostentações guitarrísticas que ficaram tão em voga desde os 80. Vale dizer que todos os teclados utilizados são daqueles antigões, o que hoje chamam de vintage – Moog, Hammond, Fender Rhodes, etc.
Estou disponibilizando aqui os 5 álbuns oficiais e o EP de 2000; do álbum “Legacy” fiz uma Deluxe Edition, contendo os rips de CD e vinil separadamente. Incluí o máximo de capas e encartes que encontrei e, se não me engano, tudo em 320kbps. O álbum ao vivo, “Live At Lido Berlin” pode ser baixado de graça na página deles no Bandcamp.
“Legacy”, de 2010, foi o último lançamento deles até agora, mas parece que a banda está “dando um tempo”; enquanto isso,Tom Vanlaer e Dave Houtmeyers montaram um projeto paralelo chamado Hidden Trails, ao qual vêm se dedicando ultimamente. Não encontrei notícias mais concretas sobre se o Hypnos 69 continua realmente na ativa e/ou se preparam alguma novidade, apesar de ter algumas postagens recentes na sua página do Facebook.
No mais, meus caros, é aquilo de sempre: divirtam-se sem moderação!
Rock + Psicodélico + Blues + Hard + Prog + Heavy + Classic + Fusion + …
Pablo Van De Poel (guitarras e vocais), Robin Piso (órgão Hammond, piano, teclados e vocais) e Luka Van De Poel (bateria).
Aproveitando o recentíssimo lançamento de “Roux-Ga-Roux”, o mais novo álbum totalmente excelente do power trio sem baixo mais fantástico de todos os tempos, DeWolff, trago pra cá a discografia oficial desses malucos que, certamente, nasceram na década errada. Assim, também, atendo a um pedido (previamente vetado por mim... rsrs) do grande Javanês, CEO do sensacional blog Valvulado.
Pra quem não conhece, DeWolff é uma banda holandesa formada pelos irmãos Pablo (guitarras e vocais) e Luka Van De Poel (bateria), além de Robin Piso (Hammond, piano e teclados), em 2007. Na época do lançamento do primeiro EP (2008) Pablo ainda tinha 17 anos e Luka, 14 (!!!), mas a banda já mostrava uma tremenda maturidade em suas músicas. O estilo deles é bem calcado no que de melhor aconteceu no rock de meados da década de 60 até meados da de 70 (talvez a época mais criativa e eclética do bom e velho roquenrol), porém com uma pegada, digamos assim, mais moderna; blues, psych, prog, hard, heavy, classic, funk, soul, jazz, diversos ritmos e suas variações foram incorporadas ao som da banda, não sei se intencionalmente ou não, mas sei que o charme retrô/vintage desenvolvido pelo trio é uma das suas maiores virtudes. É claro que todos são excelentes músicos, sem dúvida, mas também são compositores, arranjadores e intérpretes do mais alto grau, tanto que a falta de um contrabaixo, ao invés de ser prejudicial, se tornou um dos maiores trunfos da banda, porque as bases e linhas de baixo tocadas por Robin Piso em seu pesado Hammond não deixam nada a dever e soam bem melhores do que muita gente que anda tocando as 4 cordas por aí. Os timbres do Hammond, além de timbres de guitarra e às vezes até os vocais nos remetem, inevitavelmente, ao Deep Purple, mas isso é mais uma referência/reverência do que qualquer outro tipo de coisa, afinal os caras são bom demais para sequer se pensar em “chupação”, sacumé.
OK, sem mais enrolações; esse download é praticamente, basicamente e obrigatoriamente obrigatório! = ]
Além Das Imagens (1998) Paisagens Brasileiras (2000) Ventos Do Norte (2003)
Brasil
Jazz + Instrumental + Brasil + eclético
Atendendo a um pedido feito bem recentemente lá n’O Pântano Elétrico (!!!??!!), trago pra cá a postagem que fiz, lá, sobre o excelente pianista Cláudio Dauelsberg. Só que desta vez eu acrescentei o primeiro solo dele.
Cláudio Dauelsberg é pianista, tecladista e compositor; seus trabalhos transitam entre o jazz moderno, típico dos que estudaram em Berklee, e a Música Brasileira, com todas as suas vertentes, seja o choro, o maracatu ou a tradicional MPB.
“Além das Imagens” é o primeiro disco solo de Dauelsberg; de acordo com o site “é resultado de dois anos de viagens pelo país, numa profunda pesquisa sobre as raízes da música brasileira. Além das Imagens explora ritmos que vão do norte ao sul do país, desde o maracatu nordestino, presente na faixa-título, as milongas e chacareras gaúchas, passando pela marcha-rancho. Isto, sem deixar de fora a força e a pulsação da música africana”. Este disco conta com a participação de nomes importantíssimos da música brasileira: Nivaldo Ornellas (sax soprano), Robertinho Silva (percussões), Peter Dauelsberg (cello), Zeca Assumpção (baixo), André Queiroz (percussões), Claudio Nucci (vozes), Nico Assumpção (baixo), Jurim Moreira (bateria), Mamour Bá (vocais), Guilherme Gonçalves (cimbals), Alexandre Carvalho (guitarra), Renato Borghetti (gaita de ponto), Mauro Rodrigues (flauta), Silvio D’Amico (guitarra base) e Márcio Montarroyos (trumpete).
“Paisagens Brasileira”, traz gravações de apresentações de Dauelsberg no célebre Montreux Jazz Festival, no ano de 1999, acompanhado da afiadíssima banda composta por Alexandre Carvalho (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Robertinho Silva (bateria e percussão), contando ainda com a participação de Renato Borghetti (gaita de ponto) na faixa "Ventos Do Sul".
“Ventos Do Norte” foi gravado em parte na capital norueguesa, Oslo, com músicos locais, e, também, na Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro). As gravações na Noruega contaram com Terje Gewelt (baixo), Kenneth Ekornes (bateria), Petter Wettre (saxofone) e Célio de Carvalho (percussão). No Rio, a Sala Cecília Meirelles foi utilizada para a gravação do chamado piano preparado, que consiste na utilização de todos os elementos que compõem o piano, da tampa às cordas, fazendo-o soar como instrumentos de percussão, baixo e harpa, além de produzir outros efeitos.
Aos quatro anos de idade Cláudio Dauelsberg começou a estudar piano e nunca mais parou, tendo, inclusive, se formado na Berklee School Of Music; na década de 80 formou com Délia Fischer o Duo Fênix, cujo disco de 1988 é considerado um dos melhores daquela safra de ótimos discos de música instrumental brasileira; entre vários trabalhos (composições de trilhas, wokshops, aulas, apresentações, etc), ele continua nos brindando com seu extremo bom gosto para composições, improvisos e arranjos; vale a pena entrar em seu site oficial e conferir o tanto que ele tem feito pela música brasileira de qualidade, aquela que é mais conhecida fora do nosso país...
Rock Progressivo + Psicodélico + Space + Alternativo + Classic + Folk + ...
Rolf Edvardsen (vocais, guitarras, bouzouki e cítara), Truls Eriksen (baixo), Erling Halsne Juvik (guitarra), Øyvind Grønner (teclados, guitarra e percussão) e Thomas Grønner (bateria)
Era uma vez uma banda chamada The Brimstone Solar Radiation Band. O grupo precisou gravar 3 álbuns até concordarem que o nome da banda era muito longo e que ninguém os chamava pelo nome completo mesmo, provavelmente nem eles mesmos, então, enfim, resolveram abreviar para Brimstone, simplesmente; assim lançaram mais um álbum.
Resumidamente, é isso aí. É claro que tem muitos mais detalhes e, para isso, você pode pegar um voo direto para O Pântano ElétricoAQUI e dar uma conferida na postagem que fiz em 2010 e, também, pesquisar nos links ali embaixo. Naquela época eles ainda não haviam abreviado o nome, nem lançado “Mannsverk”, e, também, ainda não tinham se transformado em um quarteto (o guitarrista Erling Halsne Juvik deixou a banda bem antes da gravação de “Mannsverk”).
Se você gosta dos vários estilos do rock progressivo e do psicodélico, uma banda bastante autêntica, música da boa e discos totalmente excelentes, não pode deixar passar essa oportunidade; até porque é bem complicado achar esses discos na rede, ainda mais em 320kbps.
No mais, meu caro, é o que digo sempre: divirta-se!
Há muito que se querer esquecer sobre os anos 80 do século passado: yuppies, cocaína a rodo, Yamaha DX7, bateria eletrônica, inflação de trocentos por cento ao mês, Brizola, Ronald Reagan, mullet, ombreiras, sei lá mais o quê...
Há muito que se agradecer aos anos 80 do século passado: Atari, o time do Flamengo, Rádio Fluminense FM, Circo Voador, Rock In Rio, a ascensão do heavy metal, WalkMan, os primeiros PCs, vídeo cassete, Ferris Bueller, voleibol brasileiro, verão da lata, sei lá mais o quê...
Mais o quê, que nada! Foi a era de ouro das Graphic Novels, as histórias
em quadrinhos para adultos e, entre elas, a que acho a melhor de todas,
disparado: Sandman.
O que Neil Gaiman fez com Sandman a respeito de graphic novels é comparável ao que Jimi Hendrix fez em relação à guitarra, ambos elevaram suas artes a um outro nível, muito mais alto, com pioneirismo, criando um padrão que seria, posteriormente, copiado ad nauseam, para o bem ou para o mal.
Sandman é genial, em todos os sentidos, e não há o que se discutir. Desde as maravilhosas capas de Dave McKean até a seção “Cartas na Areia” (esse foi o mais interessante e bem sucedido estreitamento de laços entre editora e público a que já presenciei). O que falar, então, de tantos e tantos personagens incríveis; Gaiman conseguiu o mais incrível, que foi transformar a Morte em uma aparição tentadora, desejável até; Caim & Abel, os Perpétuos, o Corinto, Rose Kinkaid, o Cuco, Lúcifer... Tem espaço até para personagens do universo DC, como John Constantine e John Dee/Doutor Destino. Sem contar as várias referências literárias e a todos os tipos de artes, cultura e folclore de todo o mundo. São tantos os detalhes que seria uma tarefa hercúlea listá-los aqui. O melhor a se fazer, então, é mergulhar de cabeça nesse incrível universo criado por Neil Gaiman.
Em 2013, quando já não se esperava por novidades em relação a Sandman, uma surpresa: “The Sandman: Overture” – lançado em meio às comemorações de 25 anos da edição original de Sandman. Uma nova estória, em 6 fascículos (lançados entre 2013 e 2015), contando o que se passava com Sonho antes de ele ser capturado por Roderick Burgess, conforme vimos na primeira história de toda a saga. É como se fosse uma prequel. A maravilhosa arte ficou a cargo do incrível J. H. Williams, III, que não economizou nos detalhes e cores, deixando a edição ainda mais luxuosa. Infelizmente, essa eu só consegui em inglês.
Os links para a coleção completa dos gibis, do volume 1 ao 75, e “Overture”(1 ao 6) estão nos comentários. Se você já não tiver, será necessário baixar o programa utilizado para ler os arquivos: é só procurar no Google, digitando “CBR reader”, ou baixar através do link que está disponibilizado aqui em baixo (e esse foi o primeiro que achei na pesquisa; nem sei se é o melhor...).
Sendo assim, meus caros, só me resta dizer que a diversão é mais do que garantida!
Roger Solander (vocais – ex Ken Hensley Band), Marcus "Mackan" Holten (guitarra), Danne "Bonden" Jansson (guitarra), Lennart "Z" Zethzon (baixo – ex Witchcraft) e Fredrik Jansson (bateria – ex Witchcraft) + Bruno Erminero (órgão)
2016 está começando extremamente bem no quesito lançamentos. Saindo do forno... Discaço!
O estilo da banda é o bom e velho hardão setentista, numa pegada bem Deep Purple com Coverdale e, consequentemente, Whitesnake. Altos riffs, muito peso, timbres incríveis e os vocais são bem na linha de estrelas como David Coverdale, Glenn Hughes e Ray Gillen – não tá fraco, não, mizifio!
Pothead = maconheiro. Mas não é um maconheiro qualquer, é um maconheiraço, daqueles que acham que a maconha é a cura para TODOS os males.
Se o termo stoner rock pode ser traduzido como rock de doidão, a banda Pothead deveria ser um dos seus expoentes máximo, certo? Bem... Sim e não. Sim, porque pelo nome da banda já é óbvio do que os caras gostam; também porque tem muitas músicas que cabem à perfeição ao tal gênero. Não, porque, simplesmente, o som deles não se limita, nem um pouco, ao stoner.
Início dos anos 90, Brad Dope (Bradley Kok) e Jeff Dope (Jeffery Moore), amigos de Seattle, cansados de batalhar sem obter devido sucesso em sua terra natal, resolveram fazer uma viagem pra Europa e lá tentar a sorte. Acabaram se estabelecendo em Berlim e contaram com a ajuda de vários bateristas em seus primeiros anos, até que Sebastian Meyer se fixou nas baquetas. Assim, como um power trio, rodaram a Europa.
De início o som do Pothead se aproximava mais de um punk rock cru e pesado, rápido, sujo, meio que um eco do grunge – afinal os caras são de Seattle e sabe-se lá o que a água de lá continha naquela época... O primeiro disco deles, “USA!”, de 1993 reflete muito bem essa fase; porém, já então, eles não tocavam somente esse tipo de música. O segundo disco, “Rumely Oil Pull”, de 1994, já traz o embrião do que a banda vem desenvolvendo durante sua carreira: uma grande mistura de vários tipos de rock, passeando por estilos como grunge, stoner, hard, blues rock, alternativo, power pop, punk, desert, southern, classic e por aí vai, vocês podem imaginar. E só pra constar, o deles também é o clássico caso da exceção da tal regra do “difícil segundo álbum” – na boa, o segundo é bem melhor que o primeiro. E assim vem sendo, cada disco melhor que o outro ou, no mínimo, no mesmo nível; em alguns eles pesam bem menos a mão, como em “Learn To Hypnotize!”, de 1997, que tem várias faixas com andamento mais lento; levadas de violão, baladas, grooves, entre outros acepipes entraram no cardápio desde então. Minha opinião é que a estrada os amadureceu e à crueza e fúria do início foram incorporadas muitas sutilezas. Em 2012 o batera Sebastian Meyer saiu da banda, sendo substituído por Nicolaj Gogow, que ficou até 2014, quando se lesionou, sendo, desta vez, substituído por Robert Puls, que permanece na banda.
Do começo até agora eles tiveram 15 lançamentos, entre álbuns e EPs, todos disponibilizados aqui. O mais irônico em toda essa história é que os caras tiveram que se mudar pra Europa pra poder fazer sua música, enquanto nos EUA existem zilhares de bandas bem piores que até conseguiram algum sucesso; de qualquer maneira, quem ganha com isso somos nós, que temos uma banda fodona como o Pothead para nos nutrir com algumas toneladas de diversão.
Achei os arquivos em 320kbps e como o que eu tinha postado era em
192kbps resolvi fazer esse re-up pra aqueles que preferem um rip de
melhor qualidade.
Essa postagem já tinha sido feita n’O Pântano Elétrico e eu a
trouxe pra cá em 2011. De acordo com as estatísticas do blogger é uma
das postagens mais acessadas; como os links já expiraram há um tempão
re-upei tudo de novo, até também pra atender alguns pedidos.
É só clicar nos títulos/links aí de cima das imagens; os links estão nos comentários das respectivas postagens, OK?
Em breve vou repostar o Sandman, só falta terminar o texto.
Agora, uma outra parada...
Esse espaço aqui tem como finalidade principal COMPARTILHAR.
Você, caro amigo, visitante e/ou leitor, pode opinar, reclamar, debater, fazer pedidos, enfim, participar na evolução deste que é (como diria o Edson D’Aquino, meu querido amigo CEO do totalmente excelente Gravetos & Berlotas) “o seu, o meu, o nosso” blog, basta comentar e compartilhar suas ideias – para isso existe a caixa de comentários. Serve também como uma maneira de medir se estou fazendo algo que vale a pena ou não. Conto com a sua ajuda!
1973, durante a turnê de divulgação de "Vol. 4", Ozzy Osbourne morre devido a uma overdose de um coquetel de cocaína, cervejaGuiness, Quaalud, Mandrix, LSD e Fanta Laranja. Tony, Geezer e Bill decidem acabar com a banda. Devido à pressão do público eles recapitulam e reformulados, contando com um vocalista americano, trocam o nome para Orchid. As músicas ficam ainda mais crus e pesadas, e assim lançam mais algum discos.
Em algum lugar não identificado, uma comunidade de cientistas hippies completamente isolados do mundo, vivem e criam seus filhos como se ainda estivessem em 1973. No cardápio, é claro, sexo livre, lisergia total e rock de primeira qualidade – além de todo o naturalismo inerente, é claro. Quatro amigos apaixonados por Black Sabbath resolvem fazer suas próprias músicas, no estilo da banda amada; resolvem batizá-la com o nome de uma das músicas mais improváveis, um pequeno solo de Iommi chamado “Orchid”. Assim, com equipamentos antigos e rústicos conseguem gravar as suas músicas, que agradam tanto a comunidade a ponto de resolverem fazer um grande show. Esse show é ouvido através da distância, a comunidade é descoberta e a banda passa a fazer turnês regularmente.
Em um universo paralelo é desenvolvida uma maneira de entrar em contato com outros universos paralelos, ao mesmo tempo é inventada uma máquina com a qual se pode copiar os talentos de outras pessoas de outros universos paralelos. Infectados pelo vírus do rock pesado, um grupo de 4 rapazes consegue utilizar a tal máquina secretamente e copiam grande parte do talento dos músicos do Black Sabbath, até serem descobertos e enviados a uma realidade alternativa, de onde conseguem fugir para o nosso universo; aí fundam uma banda chamada Orchid, contando com os talentos roubados.
A verdade é que os quatro californianos devem adorar tanto o velho Sabbath que resolveram levar o legado ao extremo, não meramente copiando, mas fazendo o que o Sabbath não fazia desde o "Vol. 4", antes de se “sofisticarem”, de entrarem em colapso, e tentarem por muitas vezes andar com pernas combalidas, acertando uma vez ou outra e, em outras, errando muito feio.
As músicas do Orchid parecem mesmo isso, uma continuação do que o Black Sabbath poderia ter feito se seguisse outros rumos mais simples. A voz de Theo Mindell é bem diferente da de Ozzy, mas as linhas melódicas nem tanto; Keith Nickel (baixo) e Carter Kennedy (bateria) são melhores do que quaisquer substitutos que Butler e Ward tiveram no BS; já o guitarrista Mark Thomas Baker é um capítulo à parte, porque nunca ouvi ninguém conseguir soar tanto com o Iommi, e não digo só no timbre da guitarra, mas, principalmente, na concepção dos riffs (ou então ele deve ter roubado o baú de riffs de Tony Iommi, se é que isso existe...), a maior diferença é que seus solos não são tão endiabrados quanto os do ídolo.
Apesar de todas essas referências mais do que óbvias ao Black Sabbath, a banda consegue soar autêntica o suficiente para fugir do título de “cópia”; são muitas músicas boas demais para serem ignoradas por conta disso. Por essas e por outras, caros amigos, estou disponibilizando aqui a discografia desta banda; são dois álbuns, uma coletânea e quatro EPs, prontos para vocês baterem cabeça e se divertirem pra valer.
This Is Not The End (2013) [2014 Deluxe Fully Loaded Edition]
O primeiro disco que postei nessa minha volta ao Plano Z foi o début da banda australiana Baby Animals. Na resenha eu disse que tinha baixado a discografia; eu fiquei tão empolgado por redescobrir esse disco que acabei nem ouvindo os outros. Pois bem, acabei de fazer isso e resolvi que eu deveria postá-los aqui também.
“Shaved And Dangerous” é meio decepcionante; até tem algumas faixas que são bem boas (gostei bastante de “Lovin’ Lies” e “Lights Out At Eleven”), mas no geral as músicas são meio mal resolvidas, apesar de muitas boas ideias aparecerem aqui e ali; parece um disco feito a toque de caixa, pra cumprir contrato, com a velha história de pressão da gravadora, sacumé?
“Il Grande Silenzio” é uma outra história. É um disco quase que totalmente acústico que traz versões de muitas músicas do disco de 1991, uma do de 1993 e algumas inéditas. A grande maioria das versões traz uma abordagem bem diferente das originais e, pelo menos pra mim, isso foi um grande acerto, porque trouxe vida nova às canções, muitas surpreendentes até, seja com a levada do dobro com slide (de Doyle Bramhall II) em “One Word”, as tablas em “Painless” e a bela balada “Submarine”, só pra citar algumas. Além disso, o disco conta com participações de Cameron Stone (violoncelo), Charlie Bisharat (violino) e o já citado Bramhall II, que tocam em várias músicas. Esse disco periga ficar em loop no seu player...
“This Is Not The End”, lançado em 2013, traz a banda reformada: saíram o baixista Eddie Parise e o baterista Frank Calenza, para a entrada de, respectivamente, Dario Bortolin e Mick Skelton. É claro que esse disco não tem a força do primeiro, mas também é bem superior ao segundo. Depois de 20 anos sem lançar um disco de inéditas, dá pra perceber o quanto eles amadureceram e que, também, continuam mandando muito bem, até porque a versão deluxe traz um CD ao vivo em que a empolgação do público é bem reveladora.
Galera, é isso aí, os links estão nos comentários e só me resta dizer o de sempre: divirtam-se!!