quinta-feira, 28 de abril de 2016

Moonshadow


Uma jornada através da loucura, a transição entre as doces fantasias infantis e o duro realismo da maturidade, a construção do caráter e da personalidade, a desconstrução dos heróis do passado e a escolha de se viver em seu mundo próprio, criado a partir de seus mais fantásticos delírios, desejos, sonhos e de suas múltiplas experiências. Seja bem vindo ao mundo de Moonshadow!
Esta graphic novel, classificada como “um conto de fadas para adultos”, é um dos marcos deste tipo de literatura. Criada e escrita por J. M. DeMatteis e ilustrada maravilhosamente por Jon J. Muth e Keith Williams, mais a colaboração de George Pratt, foi lançada pela Vertigo nos anos 80 e conta a história de Moonshadow, filho de uma hippie delirante com uma esfera brilhante alienígena, através do tempo e do espaço sideral, numa louca aventura em busca da maturidade e da felicidade, até o momento do seu, enfim, despertar.
A história é contada de uma forma satírica, extremamente refinada; é lírica e absurdamente divertida; é, também, cheia de referências, sejam elas literárias, musicais, filosóficas, religiosas e/ou muitas mais. Como exemplo:
. Moonshadow, nome da personagem principal, foi tirado da música de mesmo nome, um clássico de Cat Stevens;
. o gato de Moonshadow se chama Frodo, o bravo hobbit protagonista de O Senhor Dos Anéis;
. os G’L Doses (um dos quais é o pai de Moonshadow), são seres alienígenas misteriosos e caprichosos, em forma de um rosto esférico brilhante; são vistos em vários mundos, sendo considerado deuses, distribuindo benesses e destruição em generosas doses;
Além disso, há a personagem inesquecível, o mal-humorado, egoísta e viciado em sexo, Ira, um humanoide coberto de pelos, com rabo de pompom branco e seus indefectíveis charuto e chapéu coco – sem dúvida uma das melhores coisas dessa graphic novel.
Bem, em vez de contar e discorrer sobre todas as virtudes e importância dessa obra, um verdadeiro clássico moderno, e gastar todos os meus substantivos, adjetivos, elogios, superlativos e babações em geral, deixo para vocês terem suas próprias avaliações; é só pegar o link na caixa de comentários, baixar e se divertir. E só pra constar: comentários continuam a ser muitíssimos bem vindos!!!

Resenha de Rodrigo Emanoel Fernandes no site Universo HQ
Resenha de Matthew David Surridge no site Black Gate
Wikipedia 

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Cathedral

Stained Glass Stories (1978)

The Bridge (2007)

EUA
Rock Progressivo
Paul Seal (vocais, percussão, bass pedal), Rudy Perrone (guitarras, violões e vocal - “Stained Glass Stories”), David Doig (guitarras e violões - “The Bridge”), Tom Doncourt (teclados, glockenspiel, percussão e efeitos), Fred Callan (baixo, bass pedal e vocal), e Mercury Caronia IV (bateria e percussão)

Essa postagem é meio que um re-up, porque só um dos dois discos eu já tinha postado aqui (deletado agora), o “The Bridge”; porém, este e “Stained Glass Stories” foram postados pelo meu irmãoSinho Edson d’Aquino, El The La Mota Master, no seu, no meu, no nosso Gravetos & Berlotas. Então, na cara dura, fui lá e surrupiei os ótimos textos do Edson e são as palavras dele que vocês lerão a partir de agora (valeu, bRodão!!!!). Divirtam-se!

Não se pode dizer que 1978 foi um bom ano para os amantes (ou apenas simpatizantes, como eu) do prog rock. O punk havia tomado de assalto corações e mentes de uma nova geração um par de anos antes e, na necessidade de canalização de sua ira, escolheu como seu principal alvo o gênero que impregnara o roquenrou com fortes doses de sofisticação. Pregando o D.I.Y., o movimento tinha como objetivo promover o retorno do rock às suas origens, incluindo aí fortes doses de inconformismo, tão comuns a qualquer jovem e negligenciado pelo cenário um tanto mais erudito do prog. Por conta disso, muitas bandas já apontavam para direções mais pop e que viriam a desembocar, já no início dos '80, no neo prog.
Mas não a nova-iorquina Cathedral, para cujos integrantes o que interessava era o symphonic prog de bandas inglesas do quilate de Genesis, Yes, King Crimson, Gentle Giant, Camel... A lista é longa. E foi na contramão que Paul Seal, Rudy Perrone, Tom Doncourt, Fred Callan e Mercury Caronia IV decidiram remar, devidamente assessorados e financiados por “papa” Mercury Caronia III, que lhes conseguiu ainda um contrato com a nanica Delta Rec., que prensou apenas algumas centenas de cópias, que logo se tornaram sonhos de consumo de colecionadores. E não à toa, pois seu único trabalho, “Stained Glass Stories”, foi um dos últimos grandes suspiros do rock progressivo como o conhecemos, cheio de longas peças/suítes e transbordando criatividade. Um perfeito exemplar de como absorver influências em proveito de encontrar sua própria voz. E para que isto ocorra não basta apenas juntar uma penca de excelentes músicos, deve haver um diferencial. E este tem nome: Rudy Perrone. Responsável por tudo que necessitasse de cordas de aço ou nylon para ser executado (exceto baixo, magistralmente digitado por Fred Callan), Perrone nos proporciona verdadeiras lições de como encontrar, demarcar e dominar seu espaço em arranjos extremamente complexos sem jamais soar desnecessário ou pedante.
Certamente, “Stained Glass Stories” está entre aqueles discos que lamento profundamente não ter conhecido à época de seus lançamentos. E talvez vocês compartilhem desta mesma opinião.

E a saga continua. Longos 30 anos após o lançamento de “Stained Glass Stories”', com quase toda a formação original. O “quase” fica por conta da entrada de David Doig na vaga de Rudy Perrone, hoje um renomado violonista new age vinculado ao selo Windham Hill, ícone do gênero.
O novo integrante não fez feio ao manter o elevadíssimo padrão impresso por seu predecessor naquele primeiro trabalho, o mesmo valendo para todos os demais integrantes, que procuraram ater-se, tanto quanto o possível, a estrutura daquele pequeno clássico cult (além de ainda valer-se dos bons e velhos teclados analógicos, incluindo aí o mellotron) ao mesmo tempo em que temperos mais contemporâneos eram cuidadosamente incorporados. Para tanto, foram necessários mais de três anos entre ensaios e gravações para que “The Bridge” se mostrasse um digno sucessor de “Stained Glass Stories”. Mas o esforço valeu muitíssimo a pena, pois apesar de ressentir-se da aura de surpresa causada na estreia, estão ainda aqui as longas e inspiradíssimas suítes, agora com guitarras timbradas de forma a acrescentar uma muito bem equilibrada dose de século XXI à sonoridade da banda e violões arpejados com diferenciada maestria por Doig. Não à toa, um seu tema solo (“Kithara Interludium”) está entre os melhores momentos do disco em seus mais de 6 minutos de pura delicadeza e virtuosismo perfeitamente dosado.


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sábado, 16 de abril de 2016

Circulus


Inglaterra
Folk + Psicodelia + Música Medieval + Rock + Progressivo + Alternativo

Aqueles que frequentam este blog (e os outros que já tive) já devem ter percebido que tenho uma certa “queda” por bandas que parecem estar deslocadas no tempo e no espaço, já postei várias delas por aqui e tudo o mais. Porém, caros amigos, nenhuma delas parece mais deslocada do que essa: Circulus.
Pra começar, não me parece ser bem uma banda, mas muito mais uma comunidade, devido à quantidade de músicos que participam e colaboram em suas músicas – por essas e por outras que eu não coloquei as informações sobre a formação da banda ali em cima, como sempre faço. O certo é que se tivesse que se nominar um líder, esse seria Michael Tyack, principal compositor e cantor, que também toca uma pancada de outros instrumentos (entre esses, alguns bem raros como o cistre - uma espécie de alaúde). 
Outras razões para esses “deslocamentos” são:
. o estilo musical, que é, tipo, um psychedelic alternative prog folk rock with influences of medieval music (achei que ia ficar mais maneiro em inglês... hehehe), um som bem chegado a muito do que se fez entre meados dos...
. anos 60 e 70; o que é outra característica em si.
. seus shows costumam ser ao ar livre, com o público sentado, viajandão, hippies, neo-hippies, alternativos, peace & love, fumaça e névoa.
. a influência escancarada de todos os artistas e bandas de folk “de raiz” e de bandas como Pentangle, Jade, Fairport Convention, Comus, Steeleye Span, Gryphon, Strawbs, entre outras.
. Michael Tyack verdadeiramente acredita em fadas, duendes, gnomos, elfos, pixies e demais seres elementais, fantásticos e mágicos (imaginem vocês o que as drogas não fizeram na cabeça desse sujeito – oooops, eu também quero!!!!).
Se eles apresentassem suas músicas, do jeito que são, na Idade Média, provavelmente serviriam de combustível, facilmente, para alguma fogueira da tal “Santa” Inquisição; felizmente, hoje em dia, é combustível para muita diversão, seja lá em volta de uma fogueira, envolvido em névoas lisérgicas, no escuro do quarto ou tocando no seu ouvido em meio ao caos da cidade.
Talvez eles tenham vindo mesmo de outra época ou de outro planeta, e quando chegaram aqui se depararam com instrumentos estranhos e LPs obscuros; talvez sejam filhos de hippies e já tenham nascido com sua cota de LSD no sangue, sei lá, mas o que interessa é que a música que fazem é do melhor tipo, música boa por natureza.
Estou disponibilizando aqui os três álbuns que lançaram, mais um EP e três singles, entre esses últimos a versão deles para “Lucy In The Sky With Diamonds” (de vocês sabem quem...) presente numa coletânea feita pela Mojo Magazine
Viagens e muita diversão garantida!!



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terça-feira, 12 de abril de 2016

Hypnos 69

Monkey3 & Hypnos 69 [Split EP] (2007)

Hypnos 69 - Live At Lido Berlin (2012)

Bélgica
Rock Progressivo + Psychedelic + Space + Stoner + Hard + ‘70s + Retro + Vintage
Steve Houtmeyers (vocais, guitarras e efeitos), Steven Marx (saxofones, clarineta e teclados), Tom Vanlaer (baixo, teclados) e Dave Houtmeyers (bateria, percussão, efeitos e teclados).

Na postagem anterior sobre o Hypnos 69 eu escrevi que o álbum “Live At Lido Berlin” estava disponível para download gratuito na página deles no Bandcamp. OK, está mesmo; porém, os arquivos estão com bitrate variável; então, consegui os arquivos em 320kbps e resolvi postar esse álbum aqui, também.
Além disso, no meio do caminho, acabei conseguindo também um EP que eles dividem com a totalmente excelente Monkey3. Nas músicas do Hypnos 69 têm o credito da participação de um guitarrista convidado, chamado somente de Robby, se alguém souber o sobrenome e quiser compartilhar conosco, será muitíssimo bem vindo (já pensou se for o Robby Krieger?!?!?!). Ambos os discos contêm músicas inéditas nos álbuns oficiais; assim é certamente um “algo a mais” para se completar a discografia.
No mais, meus caros, o de sempre: divirtam-se!

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domingo, 10 de abril de 2016

Godsmack - Drum Battle

Não sou fã do Godsmack, até gosto de uma música ou outra. O Sully Erna (vocalista, multi-instrumentista) tem um disco solo (“Avalon”, de 2010) sensacional, que meu irmão de armas musicais Edson d’Aquino El The Berlotas Master até já postou lá no Gravetos & Berlotas.
A parada é que esse duelo de baterias e percussão é simplesmente totalmente excelente. Tão foda que resolvi postar aqui, para aqueles que, da mesma forma que eu, não tem a menor ideia de como é um show do Godsmack.
Divirtam-se!!

 

domingo, 3 de abril de 2016

Rush: Classical Tributes

 The String Quartet - Exit... Stage Right - Tribute To Rush (2002)

 The String Quartet - Tribute To Rush's 2112 (2005)

The Royal Philharmonic Orchestra - Plays The Music Of Rush (2012)

Hoje, algo um pouco diferente: três tributos ao melhor, maior, mais fodaralhástico power trio de todos os tempos – RUSH
Dois são interpretados pelo The String Quartet, um projeto da Vitamin Records que já “coverizou” trocentas bandas, artistas e álbuns, com resultados sempre muito bons, alguns até extremamente surpreendentes. Um deles é a versão do disco ao vivo “Exit... Stage Left”, (porém, sem a minha preferida “La Villa Strangiato”) e o outro é a versão completa do disco “2112”, contando até com arranjos de violão (caso raro na formação desses tributos com quarteto de cordas).
O terceiro disco traz músicas interpretadas por nada menos que a Royal Philharmonic Orchestra, uma das cinco melhores do mundo, contando ainda com o auxílio luxuosíssimo de Adrian Smith (Iron Maiden), na faixa “Red Barchetta”, e Steven Rothery (Marillion), na faixa “Working Man”.
Tá esperando o quê? Vá já aos comentários, pegue os links, baixe os discos e divirta-se!!

The String Quartet (Vitamin Records)

The Royal Philarmonic Orchestra

Mais detalhes no site CygnusX-1.net



Esses próximos vídeos trazem a mixagem do álbum original com o tributo, acho que ficou sensacional!!!


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terça-feira, 29 de março de 2016

The Casualties Of Jazz

The Casualties Of Jazz - Kind Of Black (A Salute To Black Sabbath) (2004)

EUA
Jazz + Rock
Matt Rohde (órgão Hammond B3), Chris Golden (contrabaixo) e Jimmy Paxson Jr. (bateria)

Essa é uma ideia que pode até parecer bizarra, mas o resultado certamente é totalmente surpreendentemente excelente. Misturar jazz e Black Sabbath? Decerto há alguns anos atrás muitos achariam até uma blasfêmia, tanto os puristas do jazz quanto os fãs do Sabbath, do rock e do metal em geral, fazer esse tipo de coisa. Ainda bem que vivemos em outros tempos e tem bons loucos pelo mundo que não têm medo de se aventurar ou de se livrar de preconceitos de forma irreverente e divertida.
Os três loucos desse caso formam o The Casualties of Jazz e todos eles são músicos respeitadíssimos, que gravam e fazem tours com vários artistas renomados. Paxson Jr. e Golden, por exemplo, tocaram com Rod Stewart no álbum “Great American Songbook Vol. II”.
Jimmy tocava com Ronnie Montrose, em 1998, quando Brian Crumrine (baterista da banda que abria para Montrose) disse que ele deveria conhecer seu amigo Chris Golden, excelente baixista; quando os dois se conheceram, foram fazer um som e, então, Chris sugeriu que chamassem Matt Rohde, com quem já tocava, para se unir a eles. O trio se formou e logo em seguida conseguiram residência num bar em Burbank, CA, onde tocaram por dois anos em todas as segundas-feiras, até que resolveram deixar esse projeto suspenso por algum tempo, enquanto continuavam a participar, cada uma ao seu modo, de sessões de gravação e shows diversos.
Foi justamente nas sessões de gravação do tal álbum do Rod Stewart que o engenheiro de gravação, J. J. Blair, num momento “sweet leaf” de descontração, sugeriu que eles fizessem seu próprio tributo, mas dessa vez ao Black Sabbath. Surgiu então esse disco que estou postando, “Kind Of Black”, idealizado, produzido, gravado e mixado por Blair. Infelizmente, esse foi o único álbum que o trio lançou.
Se você ainda não conhece, surpreenda-se com esse disco totalmente excelente, onde a diversão é 100% garantida.

P.S.: para aqueles que curtem uma boa piada interna, esse disco foi gravado, mixado e lançado pelo estúdio Fox Force Five, que é o nome daquele grupo de mulheres agentes especiais, no qual a personagem de Uma Thurman em Pulp Fiction teria participado e gravado o piloto de uma série (que não deu certo).



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quinta-feira, 24 de março de 2016

The Sheepdogs


Canadá
70’s Rock Revival
Southern Rock + Classic Rock + [Rock³ + Hard² + Blues² + Country + Folk + Soul + (AltRock + Psych)]

Ewan Currie (vocais e guitarra), Leot "Tanson" Hanson (guitarra e vocais – 2006-2014), Rusty Matyas (guitarra e vocais – 2014 - ), Ryan Gullen (baixo e vocals) & Sam Corbett (bateria e vocais) + Shamus Currie (trombone e percussão) e Jimmy Bowskill (guitarra e lap steel)

Um dos filhos do bom e velho rock ‘n’ roll que mais se qualifica como legitimamente americano é o southern rock, que é representado por nomes de peso pesadíssimo como Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Creeedence Clearwater Revival, ZZ Top e, um pouco mais recentemente, The Black Crowes – algumas das melhores bandas de todos os tempos, nada mais, nada menos, e isso só pra citar umas poucas.
Algo bem interessante na história do southern rock é que muitas bandas não americanas também o representam de maneira indubitavelmente importante, como é o caso da maravilhosa The Band, que é canadense. Seguindo esse pensamento, duas das minhas preferidas representantes atuais do gênero também vêm do Canadá: White Cowbell Oklahoma e The Sheepdogs. Sendo que esta última, batizada com o nome de uma das raças de cachorro mais bacanas que existe, é a protagonista desta postagem – que, pensando bem, não pode deixar de ser de uma autenticidade a toda prova, porque também são do sul, mas do Canadá... hehehe
Assim como em outra das minhas preferidas, a Drive-By Truckers, os caras da The Sheepdogs também se interessam por outras vertentes musicais, outros ritmos, gêneros e estilos, modernos ou não, seja lá como referência ou influência mesmo, mas seus pés se mantêm fincadíssimos nas tradições do mais puro rock.
No começo, Ewan Currie, Ryan Gullen e Sam Corbett formavam um power trio chamado The Breaks, até que com a entrada do guitarrista Leot Hanson, em 2006, aproveitaram também pra mudar o nome da banda. Lançaram seus três primeiros discos de forma quase independente, e acabaram conseguindo uma maior notoriedade justamente com o terceiro, “Learn & Burn”, de 2010, graças a uma competição promovida pela revista Rolling Stone americana, onde o público escolheu a capa desse disco como a melhor daquele ano (ou qualquer coisa parecida...). “Learn & Burn” lhes rendeu vários prêmios e, ainda, um contrato com a Atlantic Records, pela qual lançaram um álbum homônimo em 2012
O certo é que todos os álbuns são totalmente excelentes, em menor ou maior grau, de acordo com o gosto de quem os escuta. Cinco álbuns oficiais em menos de 10 anos de banda é algo de impressionante nos dias de hoje (sem contar EPs e singles), ainda mais sendo discos de extrema qualidade musical. Além de tudo, parece que o tempo só fez bem à banda, já que “Future Nostalgia”, de 2015, foi mega ultra super elogiado por todos, crítica e público, e a palavra “maturidade” é uma das virtudes mais comuns entre todos esses.
Estou disponibilizando aqui os 5 álbuns e 2 EPS. Eu deveria ter feito isso antes, quando meu big brother Edson d’Aquino, El Quemador de Las Berlotas Lisérgicas, postou o último deles lá no Gravetos & Berlotas e fez uma referência a este que vos escreve, mas a verdade é que só achei os arquivos (quase sem querer) na semana retrasada... Então, sem mais delongas, aí estão, todos para sua mais imoderada diversão.



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sexta-feira, 18 de março de 2016

RE-UPS!!! ATUALIZAÇÃO MEGA BLASTER!!!

Aproveitei enquanto meu notebook estava no “hospital” para vasculhar HDs e DVDs que contêm muito do que tenho baixado nos últimos anos. Acabei encontrando um monte de discos que postei aqui e resolvi, finalmente, re-upar o máximo que pude (por isso a demora em publicar uma nova postagem) para atualizar algumas postagens antigas.
É só clicar nos títulos abaixo para chegar diretamente à postagem original e, então, pegar os links na caixa de comentários, como já é de praxe por aqui.
No mais, galera, é o de sempre: divirtam-se!!













 Rush











sexta-feira, 11 de março de 2016

Royal Blood

Royal Blood (2014) [Japan Edition]

Inglaterra
Rock + Alternative + Garage + Fuzz + Hard + Blues + Psychedelic
Mike Kerr (vocais e baixo) e Ben Thatcher (bateria)

Por causa das postagens de duas bandas sem baixo, resolvi postar uma que só tem baixo, bateria e voz, a incrível dupla Royal Blood.
Para mim o show da dupla foi a grande surpresa do último Rock In Rio, um perfeito contraponto ao excesso de excessos que rondou todo o festival, além de ter sido, muito provavelmente, a única banda de ROCK DE VERDADE a pisar naquele palco principal – estou falando de rock, rock mesmo, já que o mais próximo desse apelo de “rock mais puro” a se apresentar foi o Hollywood Vampires (recheado de excessos....).
Sendo uma dupla de baixo e bateria é até difícil fugir do basicão do bom e velho roquenrrou, mas os caras mandam tão bem em seus instrumentos (o uso de efeitos diversos no baixo é algo de deliciosamente surpreendente) e são tão criativos em suas composições que a coisa toda, enfim, ganha ares de grande sofisticação, principalmente se os compararmos a bandas que fazem um tipo de som parecido e que têm sua formação, digamos assim, mais “completa” (ou não... hehehe). É mesmo meio que inevitável fazermos algumas comparações, por exemplo: “Out Of The Black” tem todo um jeitão de algo entre White Stripes e Muse e “Little Monster” poderia estar em qualquer disco do Queens Of The Stone Age. De qualquer forma, é um disco realmente totalmente excelente.
Essa versão japonesa que estou disponibilizando aqui tem 3 faixas de bônus, que também constam em outros lançamentos da banda (EPs, singles, etc). Agora só nos resta esperar pelo próximo disco deles.
No mais, é o de sempre: divirtam-se!

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Steve Howe Trio

 The Haunted Melody (2008)

Travelling (2010)

Inglaterra
Instrumental + Fusion + Jazz + Rock Progressivo
Steve Howe (guitarra e violão), Ross Stanley (órgão Hammond) e Dylan Howe (bateria)

Na postagem sobre o DeWolff eu disse que eles eram “o power trio sem baixo mais fantástico de todos os tempos”. No momento em que escrevi isso, me veio à cabeça o Steve Howe Trio, que também é fantástico e totalmente excelente. Além disso, Steve Howe também é um dos guitarristas mais fantásticos de todos os tempos. Agora, fantástico mesmo é se você não souber quem é esse sujeito... hehehe
Entre idas e vindas em algumas bandas e vários projetos solo, Howe se “aprochegou“ ao seu primogênito, Dylan Howe, batera de qualidade (que já vinha tocando em vários álbuns do pai) e ao soberbo organista Ross Stanley, e, então, formaram o trio alvo desta postagem.
O primeiro álbum, “The Haunted Melody”, de 2008, nos brinda com uma excelente fusão entre jazz e rock progressivo, além de outros agradáveis temperos. Entre covers e músicas próprias, três versões de músicas apresentadas na época do Yes ganharam cara nova, é claro, mas o novo arranjo de “Mood For A Day” é algo de simplesmente sensacionalmente fenomenal. Já “Travelling”, de 2010, é gravado ao vivo em apresentações no Canadá e na Inglaterra e traz praticamente todo o material do álbum de estreia do trio, com exceção de “Sweet Thunder”, mas com o acréscimo de mais duas músicas: “Tune Up”, de Miles Davis, e “He Ain't Heavy, He's My Brother”, antigo sucesso da banda The Hollies.
No mais, é isso aí, muita música de qualidade extrema pra sua total e completa diversão.

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Hypnos 69

Hypnos 69

Bélgica
Rock Progressivo + Psychedelic + Space + Stoner + Hard + ‘70s + Retro + Vintage
Steve Houtmeyers (vocais, guitarras e efeitos), Steven Marx (saxofones e teclados), Tom Vanlaer (baixo, teclados) e Dave Houtmeyers (bateria, percussão, efeitos e teclados).

Hypnos 69 é a minha banda preferida do século XXI, além de ser mais uma daquelas que parecem estar deslocadas no tempo e no espaço, perdidos eternamente em algum lugar entre 1967 e 1975. Na realidade, os irmãos Steve e Dave Houtmeyers começaram a aparecer na cena musical belga lá pelo final da década de 80. Depois de passarem por várias bandas, músicos, estilos e gêneros, os Houtmeyers decidiram montar a própria banda, bem baseada num som com um apelo setentista e, com Tom Vanlaer no baixo, fundaram a Starfall em 1994, até a adoção do nome Hypnos 69 em 1995. Como um power trio, lançaram um EP (“Wherever Time Has Shared It's Trust”) em 2000 e o primeiro álbum,  “Timeline Traveler”, em 2002; logo após a esse lançamento Steven Marx se juntou à banda.
No início eles eram meio que uma jam band, que tocava stoner rock extremamente psicodélico, com um jeitão boogie e southern; com o tempo muitas outras influências foram agregadas à banda, sem nenhum pudor e sempre com excelentes resultados, seja num space rock bem ao modo do Hawkwind, numa psicodelia SydBarretiana, ou até no mais puro rock progressivo. Hoje, o som está mais pra um hard prog psicodélico, o que parece ser uma evolução natural, bem de acordo com o que vêm fazendo desde o início da carreira.
Quem curte bandas como Witchcraft, Siena Root, Black Bonzo, The Brimstone Solar Radiation Band, Anekdoten e muitas dessas que têm esse apelo setentista, bem, eu posso dizer que, quem ainda não conhece o Hypnos 69, vai chapar geral! Os caras são excelentes músicos, compositores e arranjadores, que se destacam tanto nos improvisos quanto nas convenções, especialmente o guitarrista Steve Houtmeyers, que se utiliza de timbres típicos dos 70 e que sola com muito feeling e sem as ostentações guitarrísticas que ficaram tão em voga desde os 80. Vale dizer que todos os teclados utilizados são daqueles antigões, o que hoje chamam de vintage – Moog, Hammond, Fender Rhodes, etc.
Estou disponibilizando aqui os 5 álbuns oficiais e o EP de 2000; do álbum “Legacy” fiz uma Deluxe Edition, contendo os rips de CD e vinil separadamente. Incluí o máximo de capas e encartes que encontrei e, se não me engano, tudo em 320kbps. O álbum ao vivo, “Live At Lido Berlin” pode ser baixado de graça na página deles no Bandcamp.
Legacy”, de 2010, foi o último lançamento deles até agora, mas parece que a banda está “dando um tempo”; enquanto isso,Tom Vanlaer e Dave Houtmeyers montaram um projeto paralelo chamado Hidden Trails, ao qual vêm se dedicando ultimamente. Não encontrei notícias mais concretas sobre se o Hypnos 69 continua realmente na ativa e/ou se preparam alguma novidade, apesar de ter algumas postagens recentes na sua página do Facebook.
No mais, meus caros, é aquilo de sempre: divirtam-se sem moderação!

Hidden Trails On Soundcloud


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Jess Greenberg





Ia ser muito maneiro ter uma dessas aqui em casa, mas minha mulher é faixa preta...

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

DeWolff

DeWolff

Holanda
Rock + Psicodélico + Blues + Hard + Prog + Heavy + Classic + Fusion + …
Pablo Van De Poel (guitarras e vocais), Robin Piso (órgão Hammond, piano, teclados e vocais) e Luka Van De Poel (bateria).

Aproveitando o recentíssimo lançamento de “Roux-Ga-Roux”, o mais novo álbum totalmente excelente do power trio sem baixo mais fantástico de todos os tempos, DeWolff, trago pra cá a discografia oficial desses malucos que, certamente, nasceram na década errada. Assim, também, atendo a um pedido (previamente vetado por mim... rsrs) do grande Javanês, CEO do sensacional blog Valvulado.
Pra quem não conhece, DeWolff é uma banda holandesa formada pelos irmãos Pablo (guitarras e vocais) e Luka Van De Poel (bateria), além de Robin Piso (Hammond, piano e teclados), em 2007. Na época do lançamento do primeiro EP (2008) Pablo ainda tinha 17 anos e Luka, 14 (!!!), mas a banda já mostrava uma tremenda maturidade em suas músicas. O estilo deles é bem calcado no que de melhor aconteceu no rock de meados da década de 60 até meados da de 70 (talvez a época mais criativa e eclética do bom e velho roquenrol), porém com uma pegada, digamos assim, mais moderna; blues, psych, prog, hard, heavy, classic, funk, soul, jazz, diversos ritmos e suas variações foram incorporadas ao som da banda, não sei se intencionalmente ou não, mas sei que o charme retrô/vintage desenvolvido pelo trio é uma das suas maiores virtudes. É claro que todos são excelentes músicos, sem dúvida, mas também são compositores, arranjadores e intérpretes do mais alto grau, tanto que a falta de um contrabaixo, ao invés de ser prejudicial, se tornou um dos maiores trunfos da banda, porque as bases e linhas de baixo tocadas por Robin Piso em seu pesado Hammond não deixam nada a dever e soam bem melhores do que muita gente que anda tocando as 4 cordas por aí. Os timbres do Hammond, além de timbres de guitarra e às vezes até os vocais nos remetem, inevitavelmente, ao Deep Purple, mas isso é mais uma referência/reverência do que qualquer outro tipo de coisa, afinal os caras são bom demais para sequer se pensar em “chupação”, sacumé.
OK, sem mais enrolações; esse download é praticamente, basicamente e obrigatoriamente obrigatório! = ]
Divirtam-se!



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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Cláudio Dauelsberg

Além Das Imagens (1998)
Paisagens Brasileiras (2000)
Ventos Do Norte (2003)

Brasil
Jazz + Instrumental + Brasil + eclético

Atendendo a um pedido feito bem recentemente lá n’O Pântano Elétrico (!!!??!!), trago pra cá a postagem que fiz, lá, sobre o excelente pianista Cláudio Dauelsberg. Só que desta vez eu acrescentei o primeiro solo dele.

Cláudio Dauelsberg é pianista, tecladista e compositor; seus trabalhos transitam entre o jazz moderno, típico dos que estudaram em Berklee, e a Música Brasileira, com todas as suas vertentes, seja o choro, o maracatu ou a tradicional MPB.
Além das Imagens” é o primeiro disco solo de Dauelsberg; de acordo com o site “é resultado de dois anos de viagens pelo país, numa profunda pesquisa sobre as raízes da música brasileira. Além das Imagens explora ritmos que vão do norte ao sul do país, desde o maracatu nordestino, presente na faixa-título, as milongas e chacareras gaúchas, passando pela marcha-rancho. Isto, sem deixar de fora a força e a pulsação da música africana”. Este disco conta com a participação de nomes importantíssimos da música brasileira:  Nivaldo Ornellas (sax soprano), Robertinho Silva (percussões), Peter Dauelsberg (cello), Zeca Assumpção (baixo), André Queiroz (percussões), Claudio Nucci (vozes), Nico Assumpção (baixo), Jurim Moreira (bateria), Mamour Bá (vocais), Guilherme Gonçalves (cimbals), Alexandre Carvalho (guitarra),  Renato Borghetti (gaita de ponto), Mauro Rodrigues (flauta), Silvio D’Amico (guitarra base) e Márcio Montarroyos (trumpete).
Paisagens Brasileira”, traz gravações de apresentações de Dauelsberg no célebre Montreux Jazz Festival, no ano de 1999, acompanhado da afiadíssima banda composta por Alexandre Carvalho (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Robertinho Silva (bateria e percussão), contando ainda com a participação de Renato Borghetti (gaita de ponto) na faixa "Ventos Do Sul".
Ventos Do Norte” foi gravado em parte na capital norueguesa, Oslo, com músicos locais, e, também, na Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro). As gravações na Noruega contaram com Terje Gewelt (baixo), Kenneth Ekornes (bateria), Petter Wettre (saxofone) e Célio de Carvalho (percussão). No Rio, a Sala Cecília Meirelles foi utilizada para a gravação do chamado piano preparado, que consiste na utilização de todos os elementos que compõem o piano, da tampa às cordas, fazendo-o soar como instrumentos de percussão, baixo e harpa, além de produzir outros efeitos.
Aos quatro anos de idade Cláudio Dauelsberg começou a estudar piano e nunca mais parou, tendo, inclusive, se formado na Berklee School Of Music; na década de 80 formou com Délia Fischer o Duo Fênix, cujo disco de 1988 é considerado um dos melhores daquela safra de ótimos discos de música instrumental brasileira; entre vários trabalhos (composições de trilhas, wokshops, aulas, apresentações, etc), ele continua nos brindando com seu extremo bom gosto para composições, improvisos e arranjos; vale a pena entrar em seu site oficial e conferir o tanto que ele tem feito pela música brasileira de qualidade, aquela que é mais conhecida fora do nosso país...
Divirtam-se!

Site Oficial
Dicionário Cravo Albin da MPB
Wikipedia


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